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  • Rudy Rafael

A obsessão espiritual que leva crianças ao suicídio

A história do bicho-papão é apenas considerada uma lenda, nada mais. Não se dá valor algum à história do bicho-papão e as pessoas realmente não têm coisa alguma a dizer sobre ele. Porém, não é porque pessoa alguma acredite em algo que isso deixe de existir, assim como não é porque pessoa alguma de importância a algo que isso tenha menos força e poder. O bicho-papão existe no mundo espiritual, não da forma hilária, monstruosa e patética como é representada no mundo artístico, mas de uma forma muito mais perigosa do que os seres humanos acham. O bicho-papão é uma entidade espiritual que atua no mundo dos vivos e sua atuação é semelhante à forma como é retratada no mundo das artes. O bicho-papão é uma entidade espiritual que atua nas crianças humanas com o propósito de fazê-las cometer suicídio. O suicídio de crianças humanas, através da atuação espiritual do bicho-papão, é a forma como o bicho-papão “leva” a criança. O bicho-papão “leva” a criança do mundo material para o mundo espiritual através de seu suicídio.

Conta a lenda que o bicho-papão “leva” as crianças e ele realmente leva, não da forma como os seres humanos imaginam – a forma como é contada nas artes: o rapto -, mas através da morte do corpo físico quando a criança, por muito tempo obsediada e atacada através do mundo espiritual, comete suicídio. O suicídio de qualquer pessoa é lamentável, mas o de uma pessoa adulta pode-se chegar a vir a compreender tendo em vista suas razões vinculadas à vida adulta, mas uma criança não possui verdadeiras razões para cometer suicídio. Uma criança não tem contas a pagar, uma criança não perde o emprego, uma criança não se divorcia, uma criança não perde seu companheiro de jornada na Terra, uma criança não comete maus investimentos, uma criança não perde dinheiro, uma criança não comete burradas na vida e uma criança não tem o mínimo parâmetro para colocar em questão se sua vida vale à pena ser vivida ou não. O suicídio de uma criança é em verdade “inexplicável” para o ser humano, mas não para a Espiritualidade.

Uma pessoa adulta possui as ferramentas e os mecanismos de vivência que lhe dão a possibilidade de reagir a qualquer tipo de problema, seja amoroso, familiar, profissional, pessoal ou espiritual. Quando uma pessoa adulta é obsediada por uma entidade ela possui inclusive a consciência de que seu problema pode ser espiritual e ela pode procurar ajuda espiritual para resolver seu problema; ela tem como se conhecer mais, identificar o que precisa e ir atrás de ajuda, uma criança não. Uma criança obsediada por uma entidade que quer lhe ceifar a vida não tem condições de saber que pode estar sendo obsediada e assim procurar ajuda para isto. Uma criança não tem condições de raciocinar que precisa de ajuda profissional para lidar com sua depressão, não tem condições de raciocinar que precisa de ajuda espiritual para lidar com a obsessão e não tem condições de raciocinar que precisa de qualquer coisa para lidar com o estado que pode estar lhe encaminhando ao suicídio. Uma criança é alvo fácil para entidades que querem seu mal.

Apesar de uma criança não ter condição alguma para se defender de uma entidade que queira lhe ceifar a vida, isto não significa que uma entidade deixará de lhe tentar ceifar a vida. As entidades que trabalham para o mal não deixarão de fazer mal à uma criança apenas porque essa criança não tem como se defender. Acerca da Espiritualidade, as pessoas foram criadas com muitos mitos que mais lhe atrapalham a vida do que ajudam, eis que lhe tornam pessoas omissas, apáticas e descuidadas com o próprio mundo espiritual. Um exemplo disto são os “anjos da guarda”, onde há pessoas que realmente acreditam que o Grande Deus Criador criou seres cujo único propósito de existência é passar o dia inteiro por toda uma vida ao lado de alguém para lhe proteger. Ao final, as pessoas podem até acreditar em “anjos da guarda”, mas isto não faz com que tais seres existam, até porque não existem de tal forma. Existe proteção espiritual eventual e pontual, mas não integral. Não existem seres ao lado de alguém o tempo lhe protegendo como cães de guarda.

Assim como nas obsessões de adultos e nos casos em que o adulto é levado ao cometimento de suicídio por uma entidade, o suicídio de uma criança é o último estágio da obsessão e para chegar até tal estágio necessariamente houve uma progressão no grau de obsessão. Uma criança obsediada por uma entidade não comete suicídio imediatamente ao começar a ser obsediada. Para que uma criança cometa suicídio em razão de ter sido obsediada por uma entidade é necessário que tal entidade esteja há tempos lhe obsediando. A obsessão segue então uma progressão, começando aos poucos até que desemboque no propósito inicial da entidade obsessora: o suicídio da criança. O negócio é que no interregno entre o início da obsessão e o cometimento do suicídio de uma criança existe a possibilidade de interromper a obsessão e salvar a vida e a alma da criança. A possibilidade de salvar a vida de uma criança obsediada por uma entidade que quer lhe ceifar a vida é grande, mas exige trabalho consciente, deixando de lado as falsas esperanças.

A obsessão espiritual trabalha em 4 níveis: o físico, o emocional, o intelectual e o espiritual. O nível físico diz respeito ao próprio corpo físico da criança, onde a entidade vai tentar adoecer a criança das mais diversas formas até acamá-la completamente de forma com que ela não queira ou não consiga sequer levantar-se. O nível emocional diz respeito ao corpo emocional da criança, à sua alma. Quando uma entidade age no corpo emocional de uma criança ela ataca lhe causando tristeza, depressão, infelicidade, insatisfação e tudo isto principalmente através da solidão, não apenas a solidão da criança que não tem amigos, mas a solidão da criança que vive sozinha porque os pais se ocupam com outras coisas, como o trabalho, estudos, diversões, hobbies e internet. O nível intelectual diz respeito ao próprio corpo intelectual da criança, onde a entidade trabalhará para fazer com que a criança seja incapaz de raciocinar e pensar, principalmente no que diga respeito ao ensino. A criança é atacada em todos os seus níveis de existência para que venha a sucumbir.

A entidade que quer ceifar a vida de uma criança através do suicídio busca em relação ao seu corpo físico acamar-lhe, em relação ao seu corpo emocional deixá-la na solidão e em relação ao seu corpo intelectual afastar-lhe de seus estudos. Quando uma criança não tem mais vontade de sair da cama, fica constantemente sozinha e já não aguenta mais ir ao colégio ou fazer qualquer tipo de curso eis o alerta para se atentar ao que pode espiritualmente vir a estar acontecendo com ela. Por último, no nível espiritual a entidade trabalha para que ela não tenha mais qualquer resistência espiritual à sua atuação para que assim ela possa definitivamente levar a criança ao suicídio e levando-lhe consigo para o mundo espiritual escravizá-la. Toda criança é indefesa quando nasce e assim como cabe a seus pais garantirem sua segurança física também cabem aos pais garantirem sua proteção espiritual para que ela possa resistir às entidades que querem seu mal. Nem toda criança vai para o “céu”; a criança que comete suicídio vai sofrer em um lugar bem diferente.

A atuação da entidade no nível espiritual de uma criança só se dará se seus pais permitirem e os pais permitem isto na medida em que não passam espiritualidade alguma às crianças. Vivemos em um mundo onde é bonito ser ateu, onde é chique criticar o cristianismo, onde é bacana falar mal de religião, onde é dever moral criticar a Igreja Católica e onde os pais não têm interesse algum em fazer com que os filhos busquem a Espiritualidade. Hoje o único interesse dos pais é tirar fotos de seus filhos para publicar na internet. Cada um colhe o que planta. Uma criança criada fora de qualquer envolvimento com a Espiritualidade não poderá ter qualquer proteção da Espiritualidade meramente porque é indefesa, pois caberia a seus pais lhe garantirem a proteção espiritual lhe fazendo seguir algum caminho espiritual. Os pais são sempre responsáveis pela proteção espiritual de uma criança, pois a criança depende deles para fazer parte de algo. Uma criança de 5 anos não tem como ir sozinha à missa, tampouco adivinhar o Pai Nosso.

Quando uma criança faz parte de algo relacionado à Espiritualidade, ela faz parte de uma egrégora e fazendo parte de uma egrégora ela possui proteção espiritual. Se uma criança não faz parte de coisa alguma, ela não tem como possuir proteção espiritual alguma. Se uma entidade deseja ceifar a vida de uma criança, ela poderá escolher se prefere trabalhar na vida de uma criança que não possui defesa espiritual alguma pois os pais não lhe colocaram em caminho espiritual algum ou se prefere trabalhar na vida de uma criança que possui defesa espiritual porque os pais lhe colocaram em um caminho espiritual e obviamente a entidade escolherá o caminho mais fácil. Há pais que não se preocupam com coisa alguma relacionada à Espiritualidade e sofrem ao ver seus filhos acamados, enfermos, isolados, depressivos, tristes e infelizes. A obsessão espiritual de crianças ocorre e não basta “acreditar que vai dar tudo certo”, “pensar positivo”, “ter fé” e coisas do gênero para livrá-la, o que vem do mundo espiritual se lida com o que há no mundo espiritual.

A libertação de uma criança obsediada é um processo. É preciso identificar o problema e tratá-lo da forma adequada. Uma criança não comete suicídio à toa. A criança é o início da vida da alma que acaba de encarnar e tem toda a esperança de cumprir o que veio para cumprir. Nenhum ser humano é capaz de criar em uma criança a vontade de cometer suicídio, mas entidades sim, através de um processo progressivo que pode facilmente ser identificado, tratado e interrompido. O bicho-papão da lenda existe como entidade espiritual e leva crianças do mundo material para o mundo espiritual através do suicídio. Não é normal uma criança cometer suicídio. Uma criança humana não tem condições de se defender espiritualmente das entidades que querem lhe ceifar a vida e o dever de lhe providenciar a devida proteção espiritual é de seus pais. Há pais tão preocupados em tirar fotos de seus filhos, mas não se preocupam com quem pode estar ao lado deles no mundo espiritual.

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